ENTREVISTA

‘Corajosa, destemida, que não aceita um ‘não”: a Leigh-Anne de ‘My Ego Told Me To’

Após dez anos no Little Mix, a artista se reapresenta ao seus fãs e, em entrevista à Rolling Stone Brasil, fala sobre o processo de descobrir a sua identidade musical

Henrique Nascimento (@hc_nascimento)

'Corajosa, destemida, que não aceita um não': a Leigh-Anne de 'My Ego Told Me To' (Shirlaine Forrest/WireImage)

Primeira a se lançar em uma carreira solo logo após a pausa do Little Mix, Leigh-Anne Pinnock estava ansiosa para “abrir as suas asas” e descobrir se podia voar sozinha. Porém, apesar da urgência, o caminho foi tortuoso: após lançar um primeiro EP, a artista rompeu com a sua gravadora, a Warner Records, e decidiu lançar o seu primeiro disco, My Ego Told Me To, de forma independente.

“Eu estava trabalhando nesse álbum por tanto tempo e eu o lançaria com ou sem eles. Eu não queria parar de jeito nenhum”, afirma, com veemência, em entrevista à Rolling Stone Brasil.

Toda a trajetória de Leigh-Anne está registrada nas músicas de seu álbum de estreia. Em canções como ‘Best Version of Me’‘FREE’, por exemplo, a artista discorre sobre a luta para manter a sua identidade musical no processo de se lançar como uma artista solo.

“Talvez eu estivesse um pouco assustada de ser independente, mas ao mesmo tempo estava tão, tão pronta para fazer isso. E eu, basicamente, tinha o meu álbum [pronto], de qualquer forma. Foi só o caso de voltar ao estúdio e fazer algumas músicas a mais. Eu tinha a base [do álbum] e eu estava muito empolgada de continuar [trabalhando]”, completa.

Leigh-Anne admite que o processo não foi fácil, mas permitiu que ela apresentasse exatamente quem ela queria para os seus fãs: “Eu estava me encontrando por alguns anos, para ser sincera. Eu estava em uma banda por tanto tempo, [então] levei um minuto para realmente entender quem era a Leigh-Anne sem o Little Mix, afirma.

“E também me levou um tempo para relembrar quem eu eu era antes da banda, se isso faz sentido. Então eu acredito que tenha sido esse o motivo que me levou a criar esse alterego”, explica Leigh-Anne sobre a sua persona em My Ego Told Me To“Ela é uma representação da minha versão mais jovem. Ela é muito destemida, muito corajosa, não aceita um ‘não’ como resposta, impõe-se por si mesma. E eu sentia que havia perdido essa garota.

“Para mim, esse álbum e essa era é inteiramente sobre reviver essa energia”, acrescenta a artista, citando ‘Revival’, ‘Dead and Gone’ e ‘Look Into My Eyes’ como odes à sua versão mais jovem e cheia de atitude. “Então eu acredito que tem sido um pouco sobre me descobrir, e eu não acho que tenha nada de errado com isso. Eu acho que está tudo bem em não ter tudo resolvido. É OK tirar um tempo e trabalhar no que você quer. Eu tirei um tempo necessário e, agora, me sinto presente.”

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas, em São Paulo, Henrique Nascimento começou como estagiário na Veja São Paulo e passou por veículos como SBT, Exitoína, Yahoo! Brasil e UOL antes de se tornar coordenador do núcleo de cinema da Editora Perfil, que inclui CineBuzz, Rolling Stone Brasil e Contigo.
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