HOMENAGEM

Veja como é o memorial dos Mamonas Assassinas, com visitação gratuita

Inaugurado após 30 anos da tragédia que vitimou a banda, espaço une tecnologia, natureza e nostalgia para os fãs

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Memorial dos Mamonas Assassinas (Foto: reprodução / Instagram)

Trinta anos após a tragédia que interrompeu a carreira dos Mamonas Assassinas, os falecidos integrantes da banda ganharam uma homenagem que une tecnologia, natureza e nostalgia.

Trata-se do memorial dedicado ao grupo, localizado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), e que foi inaugurado na segunda-feira, 2, data exata em que o acidente aéreo que vitimou os cinco membros e outras quatro pessoas completou três décadas.

O espaço, cuja visitação é gratuita, oferece aos fãs a possibilidade de recordação da música e do legado de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.

Um diferencial do projeto é o seu conceito de “memorial vivo”. Após a exumação dos corpos, parte das cinzas dos músicos foi depositada em urnas biodegradáveis junto a sementes de árvores nativas.

Essas urnas estão em um centro de incubação especial dentro do cemitério. As mudas devem permanecer nessa incubadora até que germinem e estejam prontas para o plantio definitivo.

Imagens do local foram divulgadas pela página Mamonas Assassinas – O Legado no Instagram. Veja a seguir.

Relatos e mais detalhes

Em entrevista ao g1, a mãe de Dinho, Célia Alves, contou:

“Para mim foi muito emocionante. Eu achava que era uma coisa tão diferente, mas foi mais lindo do que eu pensava. Os nossos meninos merecem, o Dinho, Bento, Sérgio, Samuel, Júlio. Vai ficar na nossa lembrança para sempre. E agora, com esse memorial, vai ser muito bom para os fãs, tenho que certeza que eles vão ficar muito felizes. A gente está muito feliz também com essa linda homenagem. Aqui é algo maravilhoso para ficar na lembrança de todos para sempre.”

Além das árvores, o memorial contará também com totens digitais, para que fãs possam interagir com a história da banda e dos integrantes. De acordo com Jorge Santana, primo de Dinho e responsável pela preservação da marca do Mamonas Assassinas, o espaço será gratuito.

Ao jornal O Globo, ele afirmou:

“O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code, um “cantinho Mamonas”. Vai continuar tudo gratuito, não terá nenhuma taxa. Os túmulos continuam existindo, assim como as árvores. A parte da campa vai permanecer; só vai existir também esse memorial, um espaço muito bem cuidado, com bancos e locais para os fãs deixarem mensagens.”

Acidente aéreo dos Mamonas Assassinas

No dia 2 de março de 1996, o grupo Mamonas Assassinas sofreu um acidente aéreo na Serra da Cantareira ao se aproximar para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A banda vivia o auge do sucesso e era um dos maiores fenômenos da música brasileira, tendo vendido mais de 1,8 milhão de cópias de seu álbum de estreia.

Além dos músicos, outras quatro pessoas morreram: o segurança Sérgio Saturnino Porto, o ajudante de palco Isaac Souto, o piloto Jorge Germano Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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