Marina Lima anuncia ‘Ópera Grunkie’, primeiro álbum após morte de Antonio Cicero
Cantora lança single “Olívia” em 27 de janeiro e celebra sete décadas de vida com 18º disco de estúdio
Kadu Soares (@soareskaa)
Marina Lima anunciou oficialmente o lançamento de Ópera Grunkie, seu 18º álbum de estúdio, previsto para chegar no dia 24 de março. O projeto marca o retorno da cantora carioca quatro anos após o EP Motim (2021) e ganha contornos ainda mais especiais por ser o primeiro trabalho lançado após a morte de Antonio Cicero, seu irmão e parceiro musical por mais de quatro décadas. O poeta, filósofo e imortal da Academia Brasileira de Letras faleceu em 2024.
O disco celebra os 70 anos da artista, que completa a marca em setembro deste ano, e reafirma sua inquietude criativa. Para apresentar o trabalho ao público, Marina liberará o single “Olívia” no dia 27 de janeiro à meia-noite em todas as plataformas de streaming. A faixa tem produção musical da própria cantora com colaborações de Arthur Kunz, do Strobo, e Renato Gonçalves.
O título Ópera Grunkie faz referência direta à expressão popularizada pela própria Marina Lima para definir sua tribo de fãs e admiradores. A palavra ganhou destaque no documentário Uma Garota Chamada Marina (2019), dirigido por Candé Salles, que celebra os “grunkies” como pessoas livres, inteligentes, talentosas e corajosas.
O álbum reunirá participações especiais de nomes como Ana Frango Elétrico, Laura Diaz do Teto Preto e o produtor musical Edu Martins, que já trabalhou com Marina em discos como Setembro (2001) e Clímax (2011). Outros artistas envolvidos no projeto ainda não foram confirmados oficialmente.
A trajetória de Marina Lima atravessa gerações e estilos musicais. Desde o álbum de estreia Simples Como Fogo (1979), quando se tornou a primeira artista feminina a assinar com a Warner Music no Brasil, até hoje, ela construiu repertório sofisticado que transita entre MPB, pop e música eletrônica. Clássicos como “Fullgás”, “À Francesa”, “Virgem” e “Pra Começar” consolidaram seu nome como personificação do pop moderno brasileiro nos anos 1980.
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