Mitski sobre a letra ‘6-7’ de ‘Rules’: ‘Não fiz isso de propósito’
Cantora ficou surpresa com a empolgação dos fãs por conta da referência não intencional ao meme viral da internet
Redação
No álbum de Mitski lançado em fevereiro, Nothing’s About To Happen To Me, uma letra chamou a atenção dos ouvintes: na música “Rules“, a cantora contar de um a onze, e em determinado momento, menciona a sequência “6-7”, que se tornou um meme viral na internet.
Mitski percebeu a empolgação dos fãs, que tem inclusive cantado essa parte específica da música mais alto nos shows. Durante apresentação em Bristol, ela explicou que a referência à gíria foi completamente acidental, e afirmou estar perplexa com a repercussão que a música ganhou devido à essa coincidência.
“Na jornada até o número 10, eu digo os números seis e sete. Quero que saibam que tenho 35 anos e não fiz isso de propósito”, disse. “Mas é divertido que vocês se divirtam com isso.”
Ela também contou um caso curioso de um show anterior. “Há algumas noites, havia um garoto na frente que simplesmente adorava o número 6-7. Ele ficava gritando esse número, mesmo durante as músicas que não tinham nada a ver com ele!”, relatou. “Eu tenho uma música chamada ‘Dead Women’. Eu a toquei. Eu cantei: ‘Me esfaqueie 27 vezes’. E ele respondeu: ‘6 ou 7!’… E eu pensei: ‘Se recomponha! São números completamente diferentes'”.
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“Ok, crianças, vocês vão se arrepiar com isso. Estou falando com adultos da minha idade e mais velhos. Se vocês não sabem o que 6-7 significa, venham, juntem-se a nós, eu explico… Não há nenhum significado inerente.”
Nothing’s About To Happen To Me é o oitavo álbum de Mitski. Segundo a cantora e compositora, o trabalho é sobre “uma mulher reclusa em uma casa desleixada. Fora de sua casa, ela é uma desviante; dentro de sua casa, ela é livre.”
“Para uma artista que sempre foi ao mesmo tempo ambiciosa e inquieta — dos picos inegáveis, como o indie rock abrasador de seu estouro em 2016, Puberty 2, a trabalhos mais complexos, como o Laurel Hell, de 2022, marcado pelo synth-pop — esta é a primeira vez que ela permanece com tanta segurança em um mesmo lugar, seja musical ou liricamente”, escreveu a crítica da Rolling Stone.
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