Morre Francis Buchholz, baixista da fase mais popular do Scorpions
Músico fez parte da banda entre 1973 e 1992, tocando em hits como ‘Wind of Change’, ‘Still Loving You’ e ‘Rock You Like a Hurricane’
Igor Miranda (@igormirandasite)
As redes sociais oficiais de Francis Buchholz comunicaram a sua morte. O músico de 71 anos se destacou como integrante do Scorpions entre 1973 e 1992, participando dos álbuns mais populares do grupo alemão de hard rock, como Blackout (1982), Love at First Sting (1984) e Crazy World (1990).
De acordo com a nota, Buchholz não resistiu a uma batalha privada contra um câncer não especificado. Seu falecimento ocorreu na última quinta-feira, 22.
O comunicado afirma:
“Nossos corações estão despedaçados. Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado, enfrentando cada desafio como uma família – exatamente como ele nos ensinou. Aos seus fãs ao redor do mundo, queremos agradecer por sua lealdade inabalável, seu amor e a crença que depositaram nele ao longo de sua incrível jornada. Vocês lhe deram o mundo, e ele lhes deu sua música em troca. Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou. Com amor e gratidão, Hella, Sebastian, Louisa e Marietta.”

Em seus anos posteriores ao Scorpions, Buchholz seguiu trabalhando com música e até mesmo ao lado de ex-integrantes da banda, como os guitarristas Uli Jon Roth e Michael Schenker. No entanto, seu vínculo com o grupo foi cortado por completo, a ponto de não ter sido convidado para o show especial com antigos membros no festival Wacken Open Air, em 2006.
Por que Francis Buchholz saiu do Scorpions
Em entrevista ao site Get Ready to Roll, Francis explicou que sua saída teve relação com questões de negócios. Ele discordava dos rumos tomados pelos ex-colegas:
“Logo após o início de uma turnê, foi decidido que iríamos demitir nosso empresário, CCC. Enquanto todos se divertiam nas piscinas do hotel durante os períodos de folga, passei meu tempo ao telefone conversando com Dick Asher, que era presidente da gravadora. […] Percebi que precisávamos muito de um empresário americano profissional novamente. Asher sugeriu que Doc McGhee – empresário do Bon Jovi na época – assumisse a gestão mundial, conversei com ele, todos gostaram. Poucos anos depois, o resto da banda decidiu repentinamente demitir nossos advogados e consultores fiscais, embora ninguém – exceto eu – realmente se importasse com todos esses assuntos. Ninguém parecia entender a importância de uma estrutura funcional para uma banda em turnê internacional. Eu não estava disposto a mudar tudo de novo.
Também não estava disposto a ter o caos no meio de um exame feito pelas autoridades fiscais alemãs, que ocorreu naquela época. Eu preferia dedicar meu tempo à criatividade musical e precisava de tempo para minha família. Novas pessoas foram contratadas: um empresário adicional para McGhee, um novo advogado e uma nova empresa de consultoria tributária. […] Eu me deparei com a questão de aceitar essas pessoas novas e ainda inexperientes na indústria musical, o que a banda queria, ou sair. Além disso, senti que algumas dessas pessoas novas não pareciam corresponder às minhas ambiciosas expectativas.”
Em entrevista à Classic Rock, o vocalista Klaus Meine deixou claro que ele e os guitarristas Rudolf Schenker e Matthias Jabs, remanescentes das formações das quais Buchholz participou, estavam completamente rompidos com o baixista. Meine afirmou:
“As pessoas costumam achar que nosso rompimento com Dieter [Dierks, produtor] foi feio, mas não foi bem assim. No entanto, com Francis, foi um rompimento muito feio. Para encurtar a história, quando tomamos a decisão de mudar toda a nossa estrutura empresarial e demitir nosso empresário, infelizmente Francis foi com ele. Perdemos um amigo e um grande músico.”
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