TODO CUIDADO É POUCO

Músico do Torture Squad é dopado e furtado na saída de show do AC/DC

Amilcar Christófaro passou cerca de quatro horas desacordado em calçada de rua nos arredores do estádio MorumBIS após beber cerveja batizada; ele perdeu celular, carteira e mais

Pedro Hollanda (@phollanda21)

Amilcar Christófaro, do Torture Squad e Matanza Ritual (Foto: reprodução / Instagram)
Amilcar Christófaro, do Torture Squad e Matanza Ritual (Foto: reprodução / Instagram)

Christófaro Amilcar, baterista da banda de thrash/death metal Torture Squad e do grupo Matanza Ritual, relatou ter sido dopado e furtado na saída do show do AC/DC na última quarta-feira, 4, no MorumBIS. Segundo o músico, ele passou quatro horas e meia desacordado em uma calçada após comprar uma cerveja batizada.

Em vídeo postado no Instagram, Amilcar relatou sua experiência na apresentação e seu passado com o AC/DC. O baterista afirmou que saiu do estádio descolado da realidade, tamanha a magia da performance dos australianos. Ao ir em direção de seu carro, estacionado a um quilômetro e meio do estádio, contou ter avistado vendedores ambulantes.

O músico resolveu comprar uma cerveja, mas pediu para o comerciante lhe esperar enquanto via o preço de chifres de diabo, utilizados pelos fãs, em uma barraca. Quando o ambulante levou a bebida para onde estava, ele não viu nada de errado no gesto. A cerveja estava gelada e cheia, mas Christófaro deixou de notar o problema principal: a lata estava aberta.

Ele explicou:

“Eu estava num êxtase tão grande que nem parei pra pensar que algo poderia acontecer. Normalmente, a gente rebate uma cerveja já aberta. Mas eu estava tão descolado da realidade pelo tão mágico que o show foi, a ponto de não imaginar que algo ruim pudesse acontecer.”

Christófaro, então, relatou que bebeu um gole da cerveja e não lembra de tomar outro. Ele acordou horas depois, sem seus pertences:

“Depois que eu dei esse gole, de alguma forma eu desacordo, desmaiei. Colocaram algo muito forte na cerveja, batizaram a cerveja, e eu fiquei desacordado durante quatro horas e meia. Isso numa calçada de uma rua ao redor do MorumBIS. Obviamente, esse tempo deu total liberdade pros caras roubarem meu celular, meu carregador de celular, minha carteira e pegar o cartão de crédito.”

Os assaltantes deixaram o músico ainda na posse da chave do seu carro, que estava estacionado perto do Hospital Albert Einstein. Ele foi até o veículo e voltou para casa.

Por fim, o baterista lamentou o ocorrido e aconselhou outros a terem atenção que ele não demonstrou. O próprio reconheceu a possibilidade de algo pior acontecer nesse tipo de situação e a sorte de apenas perder alguns pertences.

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Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
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