RESENHA DE ÁLBUM RS EUA

O novo álbum de Madison Beer é o seu grande sucesso no pop

Ela deixou de ser uma promessa e agora está pronta para brilhar em “Locket”

MAURA JOHNSTON

Madison Beer em apresentação no Victoria's Secret Fashion Show 2025 (Foto: Taylor Hill/WireImage)
Madison Beer em apresentação no Victoria's Secret Fashion Show 2025 (Foto: Taylor Hill/WireImage)

Madison Beer tinha apenas 13 anos em 2012, quando Justin Bieber descobriu seus covers no YouTube e compartilhou um deles no Twitter, ajudando a impulsionar sua carreira. Beer é uma personalidade pop há mais de uma década, mas, embora tenha se tornado conhecida o suficiente para ter seu próprio selo no TMZ e participar da edição com celebridades do RuPaul’s Drag Race, sua música só entrou na parada Hot 100 pela primeira vez neste mês.

Postagem feita no X (antigo Twitter) por Justin Bieber, que lançou a carreira de Madison Beer, em 2012 (via @JBCrewdotcom)
Postagem feita no X (antigo Twitter) por Justin Bieber, que lançou a carreira de Madison Beer, em 2012 (via @JBCrewdotcom)

 

A faixa de sucesso de Beer, “Bittersweet“, uma canção suave sobre o término de um relacionamento que percorre os estágios do luto pós-relacionamento com uma clareza generosa, aparece em Locket, seu terceiro álbum. Um olhar sonhador, porém lúcido, sobre os altos e baixos do amor jovem, o álbum conciso representa um avanço criativo para Beer, que se supera lirica e vocalmente ao longo de suas 11 faixas. “I’m getting over what you put me through/And I’d say I’m done crying, but baby/I don’t lie like you do” (em tradução livre: “Estou superando o que você me fez passar/E eu diria que parei de chorar, mas, querido/Eu não minto como você”), ela canta suavemente no refrão de “Bittersweet“; embora a declaração seja direcionada a um ex-amante dissimulado, revela maturidade emocional, a disposição de admitir sua tristeza como forma de superá-la.

Locket foi produzido de forma magnífica por Beer e alguns outros, com a voz da cantora servindo como o centro açucarado para doces canções electropop como a suntuosa “angel’s wings“, perfeita para uma conversa íntima. A faixa “complexity“, com sua sonoridade glitch, é um apelo para que o(a) parceiro(a) se recomponha, envolto em sintetizadores envolventes, enquanto “bad enough” combina sintetizadores explosivos com uma pirotecnia emocional.

A faixa de encerramento, “nothing at all”, mostra Beer em alguns solos vocais deslumbrantes em meio a uma batida dançante cada vez mais frenética. Ela termina com a voz de Beer em coro consigo mesma antes de se dissolver em um emaranhado que eventualmente a torna indistinguível dos sintetizadores ao redor — um final que soa como o ápice de uma catarse. O álbum Locket recebeu uma nota de três estrelas e meia da Rolling Stone EUA.

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