HOSPITALIDADE

Por que abrir para o Metallica é tão legal, segundo vocalista do Architects

Sam Carter, frontman do grupo de metalcore, revelou como James Hetfield e Lars Ulrich fazem as bandas de abertura se sentirem à vontade

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

James Hetfield e Lars Ulrich durante show do Metallica em 2023 - Foto: Scott Legato / Getty Images
James Hetfield e Lars Ulrich durante show do Metallica em 2023 - Foto: Scott Legato / Getty Images

Para a maioria das bandas de rock e metal, receber um convite para abrir os shows do Metallica já é o ápice da carreira. No entanto, segundo Sam Carter, vocalista do Architects, a experiência nos bastidores consegue ser ainda melhor do que qualquer um poderia imaginar.

Em uma entrevista recente concedida ao The Jesea Lee Show (via Guitar.com), o frontman relembrou a experiência de acompanhar os gigantes do metal durante as etapas de 2023 e 2024 da M72 World Tour. Mais do que o prestígio de tocar para multidões, o que realmente marcou o músico foi a hospitalidade e a generosidade dos anfitriões.

Segundo ele, o tratamento de primeira classe começou logo no primeiro dia de turnê, quebrando qualquer gelo ou distanciamento que costuma existir entre headliners e bandas de abertura.

Sam Carter comentou:

“O Metallica realmente sabe como tratar as bandas… No primeiro dia, nós recebemos flores e um bolo entregue em mãos pelo próprio James Hetfield.”

O vocalista destacou que o envolvimento do Metallica não era apenas uma formalidade para ficar bem nas redes sociais. O baterista Lars Ulrich e o próprio Hetfield frequentavam o camarim do Architects quase todos os dias para conversar e passar o tempo. Além disso, a rotina pós-show incluía jantares especiais.

Sam reflete a respeito:

“Depois das apresentações, o Metallica nos convidava para jantar todas as noites. Íamos a restaurantes fechados, em lugares incríveis. Eles não precisam fazer isso! E fazem sem câmeras por perto. Não tem nada lá. Ninguém os seguindo com uma câmera de vídeo… É só o gerente de turnê deles e eles dizendo: ‘Bem-vindos à turnê. Se precisarem de alguma coisa, estamos aqui para ajudar’.”

Architects aprendeu com o Metallica

Essa postura humilde e acolhedora acabou se tornando uma escola para o Architects. Sam Carter explicou que a convivência com o Metallica mudou a forma como eles próprios gerenciam seus bastidores e lidam com as bandas de abertura de seus shows:

“Eles realmente nos ensinaram a dar atenção redobrada aos nossos grupos de abertura — e nós sempre fazemos isso agora. Sempre tentamos fazer um esforço para garantir que todos estejam bem.”

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
TAGS: Architects, Metallica, Sam Carter