As 5 melhores músicas de rock do século 21, segundo Rolling Stone
Ranking conta com canções emblemáticas de ícones contemporâneos do estilo, como The Killers, White Stripes, The Strokes e outros
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
O rock pode ter cedido espaço no topo das paradas globais para o pop e o hip-hop, mas sua relevância cultural nas últimas duas décadas permanece inquestionável.
Recentemente, a Rolling Stone elaborou um ranking com as 250 melhores músicas do século 21 até agora, em um modo geral, com todos os gêneros. O rock mostrou que ainda possui hinos capazes de definir gerações.
Embora a lista ampla seja liderada por Missy Elliott, o recorte focado no rock traz Yeah Yeah Yeahs na primeira posição, seguido de White Stripes, Radiohead, Strokes e The Killers.
Confira as cinco composições de rock mais bem posicionadas na lista da RS e breves comentários sobre elas.
As 5 melhores músicas de rock do século 21, segundo Rolling Stone
5) The Killers, “Mr. Brightside” (2003) – 26ª posição geral
O single de estreia do The Killers reproduz como um turbilhão de emoções pode te dominar: a saraivada de ritmos inspirados no pós-punk, os cantos insistentes e angustiados de Brandon Flowers e sua profunda vergonha por uma noite que azeda quando a garota que ele beijou acaba ficando com outro. Seus vocais, inspirados na interpretação de Iggy Pop em “Sweet Sixteen”, abrangem a paixão incontrolável de vivenciar um momento da vida por completo. “Mr. Brightside” soa como um raio, uma qualidade que não só a ajudou a se tornar uma faixa definidora da era “dance-punk” do rock do início dos anos 2000, mas também o tipo de hino que todo frequentador de festivais da Geração Z saberá de cor.
4) The Strokes, “Last Nite” (2001) – 12ª posição geral
A expectativa em torno dos Strokes, revivalistas do garage rock nova-iorquino, era ensurdecedora mesmo antes do lançamento de seu primeiro single — e a enérgica “Last Nite” correspondeu a toda essa euforia com a frieza reflexiva de um veterano do Lower East Side. (O solo de guitarra empolgante do herdeiro do pop, Albert Hammond Jr., também ajudou.) Claro, a ideia de que era uma homenagem desleixada a “American Girl”, de Tom Petty, fez o roqueiro da Flórida “rir alto”, como ele contou à Rolling Stone em 2006. Mas a maneira como colocou o grito áspero do vocalista Julian Casablancas em meio a guitarras estridentes e uma batida descontrolada fez de “Last Nite” uma das evidências mais convincentes de que, pelo menos musicalmente, havia um claro vencedor na fragmentação do rock na virada do milênio entre o pós-punk descolado e a angústia pós-grunge.
3) Radiohead, “Idioteque” (2000) – 8ª posição geral
Após o enorme sucesso do álbum de estreia de 1997, OK Computer, o Radiohead poderia ter repetido a fórmula. Em vez disso, eles se distanciaram o máximo possível do rock convencional — indo para o bunker, para a era glacial, para o mundo da música eletrônica experimental — em sua obra-prima, Kid A. O ápice é “Idioteque”, a faixa central pulsante e magnética sobre o aquecimento global e a decadência da sociedade (coisas banais). (…) “Idioteque” tornou-se presença constante nos shows da banda e permanece um momento decisivo em sua carreira. A iminência da desgraça nunca soou tão legal.
2) The White Stripes, “Seven Nation Army” (2003) – 4ª posição geral
Quando pensávamos que o riff de rock grandioso e avassalador era coisa do passado, Jack White o trouxe de volta à vida de forma esplêndida. Concebida durante uma passagem de som em um show do White Stripes, “Seven Nation Army” devolveu a simplicidade crua e o mistério ao rock and roll. O título era uma referência à maneira como White se referia erroneamente ao Exército da Salvação quando criança, e a profusão de imagens na letra aludia ao escrutínio a que White e sua parceira musical e ex-parceira pessoal, Meg, estavam sendo repentinamente submetidos. Como bônus adicional, White deu às bandas marciais de faculdades e escolas de ensino médio a atualização de repertório que todas precisavam desesperadamente depois de anos tocando sucessos do Chicago.
1) Yeah Yeah Yeahs, “Maps” (2003) – 2ª posição geral
Embora o trio art-punk nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs seja frequentemente celebrado por sua energia excêntrica, foi um momento mais tranquilo que se tornou a música mais marcante da banda. Há uma beleza peculiar na humanidade crua e despida da performance de Karen O sobre a guitarra trêmula de Nick Zinner. (…) O que permanece em “Maps” é o sentimento puro, tanto que a música ressurgiu como inspiração musical para artistas como Kelly Clarkson e Beyoncé ao longo dos anos. Ainda assim, a versão original resistiu ao tempo e se manteve mais forte ao longo das décadas, falando a todos que já compreenderam os apelos sussurrados diante de momentos cruéis e despedidas inevitáveis — e o que significa persistir mesmo quando dói.
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