No Lollapalooza, Tate McRae faz performance coreografada, mas sem brilho
Pela primeira vez no Brasil, cantora apresentou grandes sucessos de sua carreira, como "Sports car", "Exes" e "Greedy"; confira a resenha
Daniela Swidrak (@newtango)
Publicado em 29/03/2025, às 23h00
Na noite de sábado (29), o Autódromo de Interlagos recebeu a cantora canadense Tate McRae para a última apresentação de sua turnê no segundo dia do Lollapalooza Brasil 2025. O público jovem, predominantemente formado por fãs da artista e seus virais no TikTok, acompanhou um show repleto de coreografias e produção grandiosa, mas que pouco entregou em termos de autenticidade musical.
McRae abriu a apresentação com “sports car”, um de seus hits recentes, e logo mostrou seu maior trunfo: a dança. A cantora exibe um impressionante dom para a coreografia, lembrando em muitos momentos o estilo de Britney Spears nos anos 2000.
Com um show visualmente impecável, sustentado por plataformas elevadas, jogos de luzes e dançarinos, Tate parecia emocionada ao interagir com o público brasileiro. Em um momento carinhoso, revelou que o primeiro fã-clube que teve online se chamava “Tate McRae Brazil” e apontou para um grupo na plateia que, segundo ela, representava essa conexão de longa data.
Apesar da emoção aparente, a performance seguiu um padrão previsível. Com forte uso de playback e apoio de backing vocals, McRae manteve sua energia nas coreografias, mas deixou a desejar na entrega vocal. A estrutura do show parecia mais preocupada em reforçar seu status como fenômeno das redes sociais do que em proporcionar uma experiência musical autêntica.
Com um formato que ecoa produções pop do início dos anos 2000, o show de Tate McRae é um reflexo direto de seu sucesso no TikTok: dançante, altamente produzido e visualmente impactante, mas sem substância.
O entusiasmo do público jovem mostra que a artista encontrou seu espaço, mas sua performance ao vivo ainda carece do brilho que separa artistas momentâneos de grandes nomes do pop. Para além das dancinhas, McRae precisará provar que sua música pode se sustentar sem os holofotes de uma megaestrutura cenográfica.
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