Cacá Diegues é velado no Rio de Janeiro em cerimônia com amigos e parentes
Cacá Diegues faleceu na última sexta-feira, 14, aos 84 anos
Redação
Publicado em 15/02/2025, às 13h25
O velório de Cacá Diegues aconteceu neste sábado, 15, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. O corpo do cineasta foi velado com a bandeira do Botafogo, time para o qual torcia.
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A cerimônia contou com a presença de Isabel Diegues, filha do diretor, a atriz Gloria Pires e o jornalista Ruy Castro, entre outras personalidades.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também compareceu ao velório e se pronunciou: "[Cacá Diegues] era um sujeito grande, além do seu tempo, com quem tive a honra de conviver muito tempo" (via Folha de S.Paulo).
Perdemos hoje uma das figuras mais incríveis da cultura brasileira, um ser humano incomparável e iluminado. Cacá Diegues foi um dos fundadores do Cinema Novo, cineasta sensível, carioca apaixonado pelo Rio (desde os 6 anos de idade morando aqui) e meu amigo. Tive a honra de… pic.twitter.com/JxAS7B4Lsl
— Eduardo Paes (@eduardopaes) February 14, 2025
Morte
O diretor brasileiro Cacá Diegues faleceu na madrugada desta sexta-feira, 14, aos 84 anos, em decorrência de complicações em uma cirurgia no Rio de Janeiro.
A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras, onde era imortal:
Lamentamos profundamente a morte do cineasta e Acadêmico Cacá Diegues, aos 84 anos. [...] Sua obra equilibrou popularidade e profundidade artística ao abordar temas sociais e culturais com sensibilidade. Durante a ditadura militar, viveu no exílio, mas se manteve sempre ativo no debate sobre política, cultura e cinema.
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Carlos José Fontes Diegues nasceu em Maceió e se mudou para o Rio de Janeiro aos 6 anos. Ele teve dois filhos com a cantora Nara Leão e um com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, com quem era casado desde 1981. O diretor deixou três netos.
Diegues foi um dos fundadores do Cinema Novo e ficou conhecido por filmes como Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1980), Veja Esta Canção (1994), Tieta do Agreste (1995) e Deus é Brasileiro (2003).