David Bowie foi uma das principais influências para novo disco do Slipknot, explica Corey Taylor

We Are Not Your Kind, sexto álbum da banda, estreia nesta sexta, 9

Redação

Publicado em 09/08/2019, às 18h44
Corey Taylor e David Bowie (Foto 1:Amy Harris/Invision/AP e Foto 2: AP)
Corey Taylor e David Bowie (Foto 1:Amy Harris/Invision/AP e Foto 2: AP)

Corey Taylorconversou com Loudwire sobre We Are Not Your Kind, disco do Slipknotlançado nesta sexta, 9. Em entrevista, o frontman explicou algumas das influências do novo trabalho - e surpreendemente citou David Bowie como um dos artistas que mais o inspirou na criação das canções. 

Taylor explicou como tentou juntar o som pesado e já conhecido do Slipknot com algumas das principais características de Bowie, chegando a um resultado equilibrado. Descreveu a faixa “A Liar’s Funeral” como uma “encruzilhada” entre ambos sons, e “Solway Firth” bebeu direto da fonte de “Always Crashing the Same Car” (Low, 1977). 

+++LEIA MAIS: Slipknot lança We Are Not Your Kind e disco é celebrado pela crítica: "Surpreendente" e "corajoso" 

Bowie também influenciou fortemente a experimental “Spiders.” “Foi a primeira música que senti que era realmente diferente,” comentou Taylor. “A base foi gravada e depois ficávamos acrescentando cada vez mais coisas. Tínhamos várias músicas já terminadas, mas continuávamos mexendo em ‘Spiders.’ Queríamos achar momentos para incrementar.”

No final, a faixa atípica ficou sem trilhas de guitarras de base - e até Jim Root e Mick Thomson, responsáveis pelo instrumento no Slipknot, acharam que essa foi a escolha ideal. “Mick não queria guitarra. Disse ‘tá incrível assim’,” relembrou o frontman. “Ele achou que já tinha coisa demais, então queríamos achar uma maneira de incrementar sem exagerar.”

+++ LEIA MAIS: Slipknot depois de 20 anos: como a vida de Corey Taylor mudou desde o início da banda? 

Para ele, o resultado foi incrível: “o solo de guitarra teve uma forte influência de Adrian Belew, e achei perfeito. E ainda tinha aquele ‘quê’ do Bowie em ‘Fashion.”

E sobre a influência em “A Liar’s Funeral”, Taylor disse: “Quando você vai fazer algo, faça de verdade. Basicamente, esse era o tom que queríamos para o disco todo. Para mim, tínhamos que ter todos esses elementos diferentes e costurar tudo.” 

+++ LISTA: 13 segredos de 'Ladrão', o terceiro disco do Djonga e um dos melhores de 2019