Cardi B critica o Departamento de Segurança Interna de Trump: ‘Por que vocês não querem falar sobre os arquivos de Epstein?’
A rapper criticou o Departamento de Segurança Interna após ser zombada nas redes sociais por dizer que ‘pularia’ em cima da imigração se eles perseguissem seus fãs
Charisma Madarang
Durante o lançamento da turnê Little Miss Drama de Cardi B em Palm Desert, Califórnia, na quarta-feira, 11, a vencedora do Grammy interrompeu o show para falar com a plateia em um momento que viralizou. “Se a imigração entrar aqui, vamos cair em cima deles”, disse no palco. “Eu tenho spray de pimenta nos bastidores. Eles não vão levar meus fãs, sua v****. Vamos nessa!”, acrescentou, antes de apresentar sua próxima música, “I Like It“.
As declarações dela chamaram a atenção do Departamento de Segurança Interna (DHS) de Donald Trump no dia seguinte, que republicou uma matéria do TMZ sobre o assunto e escreveu no X: “Contanto que ela não drogue e roube nossos agentes, consideraremos isso uma melhora em relação ao seu comportamento anterior”. A publicação do DHS parecia fazer referência a um vídeo que ressurgiu em 2019, no qual Cardi afirmava ter drogado e roubado homens enquanto trabalhava como stripper antes de ficar famosa.
Em resposta ao Departamento de Segurança Interna (DHS), Cardi B rebateu: “Se estamos falando de drogas, vamos falar de Epstein e seus amigos drogando garotas menores de idade para estuprá-las. Por que vocês não querem falar sobre os arquivos de Epstein?”. A artista direcionou o departamento para a controvérsia em torno do último lote de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça referentes às investigações criminais do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
If we talking about drugs let’s talk about Epstein and friends drugging underage girls to rape them. Why yall don’t wanna talk about the Epstein files? https://t.co/U7yCarPIXs
— Cardi B (@iamcardib) February 12, 2026
Embora o presidente Trump tenha instado os Estados Unidos a superarem o escândalo de Epstein — dizendo a repórteres na semana passada que “já é hora de o país se concentrar em outra coisa” e alegando ter sido exonerado de qualquer irregularidade —, legisladores e o público permanecem chocados e perturbados após terem acesso aos arquivos do governo sobre o financista.
Enquanto isso, o governo Trump e o Departamento de Segurança Interna (DHS) receberam fortes críticas de comunidades em todo o país após as operações federais de imigração. Na quinta-feira, 12, o czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, anunciou que o governo Trump encerrará a intensificação da fiscalização da imigração iniciada em Minnesota, que levou a protestos generalizados por semanas. A notícia surge após as autoridades federais terem matado dois cidadãos americanos: Renee Good, uma poetisa de 37 anos e mãe de três filhos, que voltava para casa depois de deixar os filhos na escola, e Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos que estava na unidade de terapia intensiva de um hospital de veteranos local.
Falando com repórteres após o anúncio de Homan, o governador Tim Walz transmitiu uma mensagem. “Essa onda de agentes federais despreparados e agressivos vai deixar Minnesota — e imagino que irão para onde quiserem — mas o fato é que nos deixaram com danos profundos, traumas geracionais”, disse Walz. “Nos deixaram com a ruína econômica. Em alguns casos, nos deixaram com muitas perguntas sem resposta: Onde estão nossas crianças? Onde estão, e qual é o andamento das investigações sobre os responsáveis pelas mortes de Renee e Alex?”
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