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Processo de abuso sexual contra Bob Dylan é arquivado

Mulher que alegou ter sido abusada por Dylan aos 12 anos retira processo após ser acusada de destruir provas

Redação Publicado em 29/07/2022, às 10h28

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Bob Dylan (Foto: Chris Pizzello/AP)
Bob Dylan (Foto: Chris Pizzello/AP)

Processo contra Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman) por assédio sexual contra menor de idade em 1965 foi arquivado. A ação foi removida pela própria vítima, após ser acusada de destruir evidências, conforme apurado pela Billboard

A mulher, identificada como JC, acusou o cantor de aliciá-la e abusar sexualmente dela em 1965, quando ela tinha 12 anos. A vítima não teria entregue e-mails e mensagens de texto dentro do prazo estabelecido pelo tribunal.

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Em audiência de 28 de julho, foi feito um pedido de arquivamento do processo com prejuízo. A mulher também havia recentemente dispensado seus representantes legais. Bob Dylan ainda não comentou o resultado.

Em nota, o principal advogado de Dylan, Orin Snyder, disse estar satisfeito com o resultado legal obtido pela equipe. “Este caso está encerrado. É escandaloso que tenha sido trazido em primeiro lugar. Estamos satisfeitos que o demandante tenha abandonado essa farsa conduzida pelo advogado e que o caso tenha sido encerrado com prejuízo.”

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O caso de abuso e agressão sexual

A acusação alegava que Bob Dylan teria ocorrido no quarto do cantor no Chelsea Hotel, em Nova York entre abril e maio de 1965, quando o músico teria entre 23 e 24 anos. O caso foi originalmente arquivado na Suprema Corte do Estado de Nova York em 13 de agosto de 2021.

O processo alegava que Dylan "explorou seu status de músico ao preparar JC para ganhar sua confiança e obter controle sobre ela como parte de seu plano de molestar e abusar sexualmente de JC".

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Alegou ainda que Dylan pretendia “reduzir suas inibições com o objetivo de abusar sexualmente dela, o que ele fez, juntamente com o fornecimento de drogas, álcool e ameaças de violência física, deixando-a emocionalmente marcada e psicologicamente danificada até hoje”.

Após as acusações, a equipe jurídica de Dylan confirmou a “impossibilidade cronológica” dos fatos, uma vez que o artista não estava em Nova York durante o suposto período. Em resposta, a mulher atualizou seu processo alegando que o suposto abuso ocorreu durante "vários meses na primavera de 1965”.

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Após a mudança no processo, os advogados de Dylan chamaram a ação de “extorsão descarada… falsa, maliciosa, imprudente e difamatória”. Bob Dylan negou constantemente as alegações em uma declaração compartilhada por seu porta-voz: “A alegação de 56 anos é falsa e será vigorosamente defendida”.