A banda de rock progressivo que Dave Grohl nunca curtiu
Líder do Foo Fighters revela que jamais se interessou pelo som desse grupo, que, curiosamente, era amado pelo baterista Taylor Hawkins
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
O rock progressivo é um gênero que divide opiniões, e para o líder do Foo Fighters, Dave Grohl, a relação com uma das principais bandas do estilo simplesmente não dá liga. Embora curta outros grupos dessa seara, como o Rush, o músico revelou que nunca conseguiu apreciar o Yes.
Grohl admitiu que, apesar da importância técnica e histórica da banda britânica, a sonoridade do Yes nunca “bateu”. Essa aversão é curiosa porque, segundo ele, o saudoso baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, era um grande apreciador do Yes e sempre tentava convencê-lo a gostar do grupo.
Em declaração ao canal Off the Record (via Far Out Magazine), Grohl comentou:
“Taylor era um grande fã do Yes e já nos presenteou com vários vídeos de shows da banda. Claro, eu cresci ouvindo os sucessos no rádio, então tenho muito respeito por (Bill) Bruford e o resto da banda. Mas às vezes o prog rock realmente não me agrada. Eu sempre consegui curtir o Rush, mas o Yes sempre me pareceu hippie demais.”
Taylor Hawkins e Yes
Ao contrário de Dave Grohl, Taylor Hawkins era um fervoroso admirador do rock progressivo e do Yes. A paixão do baterista pelo gênero era tão grande que ele se tornou amigo do baixista Chris Squire e até desempenhou um papel fundamental na história recente do grupo.
Foi Hawkins quem indicou seu amigo de infância, Jon Davison, para assumir o posto de vocalista do Yes em 2012. A sugestão foi aceita, e Davison se juntou à banda, inicialmente, para uma turnê na época. Ele permanece na formação até hoje.
Dave Grohl e o Rush
Se o Yes não conquista o coração de Dave Grohl, o mesmo não pode ser dito de outro gigante do prog: o Rush. Na verdade, Dave até credita sua decisão de se tornar baterista a um disco específico do trio canadense.
Em entrevista ao NME (via site Igor Miranda), ele contou:
“Acho que eu estava na terceira série, tinha talvez uns nove anos, e um primo que morava em Chicago, Trip, me deu o álbum 2112. Fui até o quarto dele, acho que ele estava fumando maconha, senti o cheiro de incenso. Vi a capa do disco e ouvi o álbum. Foi realmente a primeira vez que ouvi um baterista à frente de uma banda. Neil Peart era inovador, um deus da bateria lendário. Eu levei o álbum para casa e isso me fez me apaixonar. A sua bateria é como uma nave espacial.”
Ele concluiu:
“Quando eu ganhei o 2112, tinha oito anos de idade. Isso mudou o rumo da minha vida. Ouvi a bateria. Isso me fez querer ser baterista.”
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