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5 destaques do show do Sepultura no Lollapalooza Brasil 2025

Banda encerrou um dos palcos do festival em São Paulo com apresentação que teve novidade no setlist e até presença do fundador do evento

Igor Miranda (@igormirandasite)

Publicado em 31/03/2025, às 09h54
Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman - Foto: Stephanie Veronezzi
Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman - Foto: Stephanie Veronezzi

O Sepultura realizou o seu primeiro — e possivelmente último — show no Lollapalooza Brasil. Maior nome nacional da história do heavy metal, a banda levou sua turnê de despedida, Celebrating Life Through Death, para o palco Mike’s Ice do festival, na noite do último domingo, 30.

Por um completo acaso, o grupo se deu bem no que diz respeito à transmissão. Justin Timberlake, atração principal da noite, não permitiu que sua performance fosse exibida ao vivo. Dessa forma, o quarteto composto por Derrick Green (voz), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto (baixo) e Greyson Nekrutman (bateria) ganhou espaço também no canal de TV por assinatura Multishow, além do Bis, onde estava escalado de toda forma.

Confira, a seguir, uma lista com 5 destaques da apresentação do Sepultura no Lollapalooza Brasil 2025. Um texto de opinião mais completo sobre o show, assinado pelo jornalista Felipe Grutter, também pode ser conferido na Rolling Stone Brasil.

1) Novidade no setlist

Em algumas entrevistas antes do show, Andreas Kisser havia antecipado que traria para o Lollapalooza uma música que não havia sido tocada na turnê de despedida até o momento. A surpresa chegou ao fim logo no início do set, com “Desperate Cry” entrando como a terceira canção, logo após “Refuse/Resist” e “Territory”.

A faixa, original do álbum Arise (1991), não chegou a ser lançada como single na época, mas é adorada pelos fãs e está entre as mais tocadas dos repertórios do grupo. Por outro lado, não era executada ao vivo desde 2019. Logo, tratou-se da primeira performance dela com Greyson Nekrutman, recrutado em 2024, no comando das baquetas.

2) Junior e Mr. Palooza no palco

Como habitual, a instrumental “Kaiowas” teve uma série de convidados no palco, entre músicos, membros da equipe e amigos do Sepultura, tocando percussão. Alguns nomes chamaram atenção:

  • O cantor e músico Junior Lima, irmão de Sandy e 50% da dupla Sandy e Junior;
  • Giulia Kisser, filha de Andreas Kisser;
  • Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction e fundador do Lollapalooza — por esta razão, definido como “Mr. Palooza” por Andreas durante entrevista ao Multishow.

3) Greyson Nekrutman mais à vontade

Os próprios integrantes do Sepultura admitem que Greyson Nekrutman pegou uma bucha. Chamado às pressas para substituir Eloy Casagrande (hoje no Slipknot) antes do início da turnê de despedida, o baterista americano de 22 anos precisou aprender rapidamente um dos repertórios mais complexos e marcantes da história da bateria heavy metal.

A evolução de sua performance ao longo da tour tem sido notória. Nekrutman parece estar mais à vontade no posto que um dia foi de Casagrande, Jean Dolabella e do revolucionário Iggor Cavalera. A confiança era tamanha que o músico realizou o show com ninguém menos que Danny Carey, integrante do Tool e um dos maiores bateristas de todos os tempos, o assistindo atrás do banquinho. É para poucos.

4) O subestimado Derrick Green

A discussão envolvendo a ausência de Max Cavalera da banda nos últimos 28 anos, por vezes, ofusca o grande trabalho desempenhado desde então por Derrick Green. O vocalista sofreu enorme rejeição de parte do público do Sepultura com sua entrada, mas pouco a pouco pareceu ter conquistado o seu lugar. Hoje, é difícil imaginar a banda sem o americano de 57 anos, que tem fôlego e disposição de um jovem atleta.

Neste quesito, há de se lamentar apenas que boa parte do repertório do show no Lollapalooza tenha se concentrado justamente na “era Max”. Apenas três canções — “Kairos”, “Means to an End” e “Agony of Defeat” — são de álbuns lançados com Green. Todavia, não há como negar que os grandes clássicos estão nos discos da formação considerada clássica. E também é irrefutável que Derrick os executa com maestria.

5) “Ratamaroots”

Duas das músicas mais simbólicas do Sepultura foram utilizadas, de modo combinado, para encerrar o show no Lollapalooza. “Ratamahatta”, em versão encurtada, e “Roots Bloody Roots”, concluíram a apresentação com uma fala breve, mas representativa, de Derrick Green entre elas: “Sepultura do Brasil”.

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