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Sepultura: setlist e o que esperar do show no Lollapalooza Brasil

Apresentação como parte da turnê de despedida do grupo deve apostar em repertório que prioriza os clássicos da década de 1990

Igor Miranda (@igormirandasite)

Publicado em 25/03/2025, às 12h48
Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman - Foto: Stephanie Veronezzi
Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman - Foto: Stephanie Veronezzi

Vai ter metal no Lollapalooza Brasil 2025. E em grande estilo. O Sepultura leva sua turnê de despedida, Celebrating Life Through Death, para o palco Mike’s Ice do evento. A apresentação acontece no terceiro e último dia, domingo, 30, entre 21h30 e 22h30.

O que esperar da histórica apresentação, que marca a primeira — e última — passagem do grupo no festival de música alternativa? O guitarrista Andreas Kisser, que completa a formação com Derrick Green (voz), Paulo Xisto (baixo) e Greyson Nekrutman (bateria), adiantou em entrevista à Rolling Stone Brasil que o setlist pode trazer algumas surpresas, mas não sairá do que tem sido tocado ao longo da turnê final.

Sabe-se que a duração, de 60 minutos, deixará de fora algumas canções do robusto repertório executado nos shows em que o quarteto serve como atração principal. Ainda assim, há tempo à disposição para percorrer os principais momentos de uma carreira de quatro décadas, com 15 álbuns de estúdio lançados.

Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman
Sepultura em 2025 (E-D): Derrick Green, Paulo Xisto, Andreas Kisser, Greyson Nekrutman - Foto: Stephanie Veronezzi

Possível setlist do Sepultura no Lollapalooza Brasil 2025

Caso resolva repetir o setlist apresentado nos shows no Lollapalooza Argentina e Chile, no último fim de semana, o Sepultura tocará as seguintes músicas:

  1. Refuse/Resist
  2. Territory
  3. Kairos
  4. Attitude
  5. Means to an End
  6. Escape to the Void
  7. Kaiowas
  8. Dead Embryonic Cells
  9. Agony of Defeat
  10. Arise
  11. Ratamahatta
  12. Roots Bloody Roots

Se optar por resgatar a lista de canções da apresentação anterior no festival mexicano Vive Latino — algo que Andreas Kisser já nos adiantou que não irá acontecer —, o repertório teria apenas uma sutil alteração, com “Phantom Self” no lugar de “Kaiowas”. Ficaria assim:

  1. Refuse/Resist
  2. Territory
  3. Kairos
  4. Phantom Self
  5. Attitude
  6. Means to an End
  7. Escape to the Void
  8. Dead Embryonic Cells
  9. Agony of Defeat
  10. Arise
  11. Ratamahatta
  12. Roots Bloody Roots

Em ambas as configurações, os três álbuns mais populares do Sepultura ganham destaque: Arise (1991), Chaos A.D. (1993) e Roots (1996), compondo mais da metade do set. Há espaço ainda para duas faixas do último disco, Quadra (2020), e momentos pinçados de momentos distintos da carreira.

Destaques costumeiros do show

O início do show do Sepultura, com a gravação de “Polícia” (Titãs) seguida de “Refuse/Resist” e “Territory”, clássicos de Chaos A.D., é imbatível. Durante as apresentações no Espaço Unimed, em São Paulo, no ano passado, funcionou muito bem. Caso “Kaiowas” entre, será um momento curioso no contexto de um festival, visto que a música instrumental e guiada por percussão tem sua execução com vários convidados, desde fãs a membros da equipe e músicos de outras bandas.

A sequência final também é marcada por clássicos. “Arise”, “Ratamahatta” (normalmente precedida de um curto solo de bateria) e “Roots Bloody Roots” não deixam ninguém parado. No miolo do set, há canções mais contemplativas, a exemplo de “Agony of Defeat”, e representantes dos primórdios do grupo, como as pesadíssimas “Escape to the Void” e “Dead Embryonic Cells”.

Individualmente, espera-se o melhor de cada integrante. Derrick Green, a voz do Sepultura desde 1997, é uma máquina em cima do palco. No alto de seus 54 anos de idade, o maratonista da música extrema canta tudo sem perder o fôlego, sem bater na trave e sem deixar de pular. Andreas Kisser, que ajuda a conduzir o público quase como um cofrontman, tem estado na última década cada vez mais seguro como único guitarrista. Ainda que discreto, Paulo Xisto é essencial para o pesadíssimo caldeirão sonoro, a ponto de não existir Sepultura sem ele. E embora não tenha o poder de fogo de seu antecessor nem o timbre mais adequado de bateria, o jovem Greyson Nekrutman se mostrou habilidoso o bastante para honrar o posto que um dia foi de Iggor Cavalera e Eloy Casagrande, dois dos maiores bateristas da história do heavy metal mundial.

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