Nicole Kidman revela preparação para trabalhar como doula da morte: ‘Explorar a condição humana’
Atriz afirma que busca ajudar pessoas e famílias nos momentos finais da vida, após refletir sobre perdas pessoais e o sentido da existência
Angelo Cordeiro (@angelocordeirosilva)
A atriz Nicole Kidman (De Olhos Bem Fechados) surpreendeu ao revelar que está estudando para se tornar uma “doula da morte” — profissional que oferece suporte emocional e prático a pessoas em fase terminal e suas famílias. A declaração foi feita durante uma participação em um evento no Kimmel Center’s Marian Anderson Hall, como parte de uma série promovida pelo The History Channel.
Segundo a estrela, a decisão tem ligação direta com seu interesse em compreender melhor a experiência humana. “Eu disse recentemente que estou expandindo para aprender a ser uma doula da morte, o que deixou as pessoas confusas ou intrigadas”, comentou. Para ela, a prática é “bonita” e profundamente significativa.
Diferente das doulas tradicionais, que acompanham gestantes durante a gravidez e o parto, as chamadas “doulas do fim da linha” atuam no fim da vida, oferecendo apoio não médico — desde conforto emocional até orientação para familiares durante o processo de despedida.
Kidman destacou que o trabalho exige um perfil específico. “É algo muito bonito, mas você precisa ter um certo tipo de personalidade para fazer isso. E eu descobri que tenho essa personalidade”, afirmou. A atriz ainda ressaltou a importância de tornar os momentos finais menos dolorosos: “Sempre haverá sofrimento, mas se houver pessoas ali para ajudar, para tornar essa fase mais leve, isso é algo muito especial”.
A motivação da artista também passa por experiências pessoais marcantes. Ela relembrou a morte de sua mãe, ocorrida em setembro de 2024, pouco antes de receber uma homenagem no Festival de Veneza. “Eu estava prestes a subir ao palco quando descobri que minha mãe tinha morrido. Voltei para o quarto e fiquei completamente devastada”, contou.
Kidman descreveu o momento como profundamente desorientador. Sozinha na cidade italiana, tentou ir ao aeroporto durante a noite, mas não conseguiu seguir adiante. “Voltei para a cama. Meu marido não estava lá, meus filhos não estavam lá. Eu tinha ido receber um prêmio — algo que deveria ser lindo — e acabou sendo isso”, disse.
Apesar da dor, a atriz refletiu sobre a dualidade da vida. “Existe esse contraste, e é isso que sempre digo às pessoas. É nesses momentos que sei que sou resiliente, que consigo sobreviver a praticamente qualquer coisa.”
A atriz afirmou que nunca buscou necessariamente a paz em sua trajetória, nem pessoal, nem artística. “Eu busquei a exploração da condição humana”, declarou. “Sou uma trabalhadora incansável, gosto de estar no mundo trabalhando e de proporcionar trabalho para outras pessoas.”
Fonte: NME
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