O álbum do Iron Maiden que fez Blaze Bayley chorar sem parar
Vocalista admite que ouvir o disco em questão foi uma experiência triste e dolorosa após sua demissão da banda
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
A saída de um integrante de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo, como o Iron Maiden, nunca é um processo simples. Porém, para Blaze Bayley o adeus à Donzela de Ferro teve um gosto amargo de “o que poderia ter sido”.
Em entrevista à revista Metal Hammer, o vocalista abriu o coração sobre o momento exato em que a ficha caiu: o lançamento de Brave New World (2000), o álbum que marcou o retorno triunfal de Bruce Dickinson.
Para Blaze, ouvir as composições de Brave New World — como “The Wicker Man”, “Out of the Silent Planet” e “Blood Brothers” — foi uma experiência triste e dolorosa. Ele admitiu que a qualidade impressionante do trabalho o atingiu de forma avassaladora:
“Sim (ouvi o disco), e admito que chorei muito. É um álbum realmente bom, mas eu sabia que se as coisas tivessem sido diferentes, eu estaria trabalhando em estúdio com aqueles caras, estaria cantando algumas daquelas músicas. Havia uma sensação de grande perda que me atingiu com muita força.”
Blaze Bayley, o “ex-Iron Maiden”
Após ser demitido do Iron Maiden, Blaze Bayley formou a banda Blaze e tentou emplacar uma carreira solo. Ao mesmpo tempo que buscava se convencer de que o futuro seria brilhante, a realidade como “ex-Iron Maiden” batia à porta e o puxava para baixo.
Ele admite que foi um período complicado e traumático:
“Foi horrível. Eu fazia todos esses planos para minha carreira solo: ‘Vou voltar com um novo projeto, vou usar tudo o que aprendi com o Iron Maiden e compondo com aqueles caras, vai ser incrível.’ E aí, algumas horas depois, eu estava soluçando. Eu não conseguia admitir na época, mas eu estava arrasado.”
Fãs revisitam a obra com Blaze
Apesar da dor relatada, a passagem de Blaze Bayley pelo Iron Maiden — que rendeu os álbuns The X Factor (1995) e Virtual XI (1998) — é hoje revisitada por muitos fãs. Músicas como “The Clansman”, “Man on the Edge” e “Sign of the Cross” são alguns dos destaques do período em que o vocalista esteve na banda.
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