DISSE 'NÃO'

A irmã de Michael Jackson que se recusou a estar no filme

Comentários sobre a ausência coincidem com críticas à cinebiografia por sua abordagem seletiva e ‘higienizada’ da história

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

A família Jackson em 1976 (E-D): Randy, La Toya, Marlon, Janet, Michael, Jackie, Rebbie e Tito. (Foto: Hulton Archive / Getty Images)
A família Jackson em 1976 (E-D): Randy, La Toya, Marlon, Janet, Michael, Jackie, Rebbie e Tito. (Foto: Hulton Archive / Getty Images)

A estreia mundial da cinebiografia Michael, dirigida por Antoine Fuqua, trouxe à tona não apenas a performance impressionante de Jaafar Jackson no papel de seu tio, Michael Jackson, mas também polêmicas envolvendo o roteiro e ausências notáveis no elenco.

Dentre os membros da família Jackson, uma figura não aparece na tela, tendo ficado fora do filme: Janet Jackson, irmã de Michael. E a decisão partiu dela própria, que se recusou a ser retratada na obra.

Durante a estreia do filme em Los Angeles, La Toya Jackson — outra irmã de Michael e que é interpretada pela atriz Jessica Sula — revelou o motivo pelo qual a irmã mais nova do Rei do Pop não aparece na produção.

Em declaração à Variety, La Toya afirmou:

“Ela foi convidada e gentilmente recusou, então temos que respeitar a vontade dela. Eu gostaria que todos estivessem no filme.”

A cantora Janet Jackson em 2025
A cantora Janet Jackson em 2025 (Foto: Jeremychanphotography / Getty Images)

O diretor Antoine Fuqua também comentou a decisão de Janet de não participar da cinebiografia. Ele ressalta que, embora esteja ausente, ela tem demonstrado apoio à estreia de seu sobrinho Jaafar no cinema.

Fuqua disse:

“Tenho muito respeito e carinho por Janet, então está tudo bem. Ela apoia Jaafar (Jackson) e isso é o que importa.”

Janet Jackson e críticas ao filme Michael

Os comentários sobre a recusa de Janet Jackson em participar do projeto ocorrem em um momento em que o filme enfrenta críticas por sua abordagem seletiva da história.

Veículos de imprensa como a Variety têm relatado que a produção passou por um processo de regravação turbulento e caro, custando cerca de US$ 15 milhões (cerca de R$ 74 milhões) adicionais.

Originalmente, o terceiro ato do filme previa abordar as alegações de abuso infantil, incluindo cenas que mostravam a reação de Michael Jackson às investigações policiais. No entanto, o roteiro foi reescrito para remover completamente qualquer menção às acusações.

A decisão teria sido motivada pela descoberta de uma cláusula legal em um acordo antigo com a família de Jordan Chandler, que impedia a representação do jovem em obras cinematográficas.

Enquanto críticos descrevem a obra como “higienizada”, familiares e membros do espólio de Jackson argumentam que o filme celebra o legado artístico, deixando controvérsias de lado ou para possíveis sequências futuras.

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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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